Review | Mass Effect Andromeda (PS4, XBox One, PC)


Mass Effect Andromeda ser um dos games mais aguardados do ano é um fato, além de ter causado polêmica pelos bugs e problemas de animação, sem falar do resultado final da obra, que frustrou por ser apenas um título razoável, e não uma obra memorável como Mass Effect 2.

O novo game da BioWare leva seu incrível universo de ficção científica para uma nova galáxia, onde humanos procuram por um novo planeta para colonizar e manter sua espécie viva. O jogador entra no controle de um dos irmãos gêmeos protagonistas, Sara ou Scott Ryder, e também há a opção de criar seu próprio protagonista. Como na trilogia anterior, há uma variedade grande de personagens de diferentes espécies, colocando o jogador diante de conflitos políticos para enfrentar em combates ou pela persuasão. Ainda é possível relacionar-se sexualmente com personagens de diferentes sexos e espécies.


Já foram disponibilizadas atualizações para corrigir problemas, especialmente das animações faciais dos personagens, que, apesar de estarem melhores, continuam artificiais, com expressões exageradas em certos momentos, ou expressão alguma em outros. Os diálogos não tem ligação com os rostos dos personagens quando falam, como no momento em que um deles fala sobre a triste morte de seu pai, com um sorriso no rosto, e a movimentação dos olhos é muito estranha. Felizmente tais problemas não se aplicam em personagens de outras espécies alienígenas, que tiveram um belo trabalho na construção dos detalhes dos rostos e textura de pele, que infelizmente demoram em carregar a resolução final. Bugs ainda estão presentes, como personagens atravessando cenários ou ficando presos em paredes. Andando por áreas relativamente cheia de pessoas, personagens apenas surgem do nada ao nos aproximarmos do local exato em que estão, problema que games do PlayStation 1 já sabiam evitar.


O game praticamente não passa atmosfera ou clima algum quando estamos em combate ou interagindo com personagens, deixando diálogos vazios, quase sem trilha sonora, sem emoção, na maioria dos casos apenas com o som do motor da nave soando no fundo. Cenas onde o jogador não tem participação alguma carregam um bom teor de emoção, mesclando bem os diálogos com a trilha sonora, e até mesmo a atuação dos personagens, tanto da parte de dublagem quanto das expressões corporais.


Mass Effect Andromeda pode ser terminado rápido se apenas as missões principais da campanha forem apressadas, mas há uma infinidade de missões paralelas, que em certos casos são longas demais. Não que uma missão paralela deva ser curta, The Elder Scrolls V Skyrim possui missões paralelas maiores que muitos RPG's grandes, mas com conteúdo que prende o jogador, que não consegue parar até finalizar. No caso de Mass Effect Andromeda, há missões extensas e repetitivas, em que Ryder deve executar missões para ajudar outras espécies, fugindo completamente de seus desígnios de colonização, e a recompensa que se tem disso tudo são pontos de experiência para evoluir o personagem, e nada a ver com o que a equipe de Ryder precisa para que outras espécies possam ajudar.


Combates são empolgantes, e há bons recursos para enfrentar inimigos e chefes. Além das armas para atirar, Ryder pode dar grandes saltos com sua armadura, esquivar-se com facilidade, e atirar ondas de choque que paralisam inimigos em certos momentos. Em muitos casos, os cenários não favorecem por causa de um mau planejamento de level design, fazendo o jogador falhar em seus objetivos por não ter visto um objeto posicionado em local errado na hora de se esquivar. Controlar o tanque pode ser difícil em alguns casos, mas está longe dos controles ruins do primeiro título, e os cenários abertos para explorar são lindos e cheios de segredos. Visualmente, Mass Effect Andromeda possui gráficos lindos, e os efeitos sonoros causados por armas, naves e armaduras enriquecem a experiência.


Veredicto


Mass Effect Andromeda está longe de ser um título horrível, mas é triste ver uma franquia consagrada, talvez uma das mais importantes da geração passada, receber um título razoável e esquecível. A obra tem grandes qualidades, especialmente nos combates com uma infinidade de armas que podem ser personalizadas. O título decepciona mesmo pela quantidade de bugs não resolvidos e diálogos sem transmitir emoções, vazios, sem convencer o jogador de se importar com os personagens, tomando muitas vezes suas decisões escolhendo qualquer opção dos diálogos, pois tanto faz o resultado das escolhas, se até o final não é grande coisa.

Nota: 6,0

Ficha Técnica
Título: Mass Effect Andromeda
Plataforma: PlayStation 4, Xbox One e PC
Produtora: BioWare
Distribuidora: EA Games
Lançamento: 21 de março de 2017

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