Crítica | Your Name (Kimi No Na Wa)


Makoto Shinkai. Os mais aficionados por anime e cinema oriental provavelmente conhecem esse nome. O diretor japonês tem em seu currículo filmes como Jardim das Palavras e 5 Centímetros por Segundo ( ambos disponíveis na Netflix). A característica principal de Shinkai é a beleza dos cenários que compõem suas obras. Mas não pense que sua qualidade é somente estética, as histórias de suas animações são sempre muito bem desenvolvidas e vêm acompanhadas de uma carga dramática surpreendente.


Kimi No Na Wa (ou Your Name, se preferir) teve uma grande hype entre os fãs do diretor desde o seu anúncio, algo totalmente justificado se analisarmos seus trabalhos anteriores. O plot principal a primeira vista pode não parecer tão original, onde duas pessoas (um garoto e uma garota), que não se conhecem, trocam de corpo por alguns dias da semana ao dormir.  Enquanto isso, a passagem de um cometa próximo à Terra é anunciado. Você, leitor, provavelmente já deve estar associando a troca de corpos com a passagem do cometa, certo? E você está certo.

Mas o que pode parecer um plot simples e clichê, nas mãos de Makoto Shinkai acabou se tornando uma excelente história. O filme já começa com esta troca e a medida em que ambos os personagens vão se conhecendo, quem assiste vai percebendo que ambos têm personalidades muito bem construídas. Mitsuha é uma garota que vive em uma cidade pequena do interior do Japão, chamada Itomori, com sua avó e irmã mais nova. Taki é um garoto de Tóquio e além de estudar, trabalha como garçom em um restaurante.


A medida que as trocas vão acontecendo, os personagens passam a se conhecer melhor e a tentar ajudar o outro a resolver problemas cotidianos. O mais interessante é que o espectador também acaba criando uma conexão com eles. Shinkai conduz o filme com alguns plot-twists bem interessantes, fazendo com que um plot que a primeira vista parece ser bem básico se torne uma obra única e maravilhosa.

O diretor já merecia uma indicação ao Oscar de melhor animação com Jardim das Palavras, mas seu último trabalho não é nada menos do que uma obra de arte. Kimi No Na Wa não devia somente ter concorrido à estatueta, mas merecia ter ganho de forma indiscutível. Esperamos que a Academia possa ampliar seus horizontes para além das obras do estúdio do Mickey (não que as obras sejam ruins, não confundam) e passe a ter olhos para as obras-de-arte deste fantástico diretor nipônico.

Nota: 5/5

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