Review | Horizon Zero Dawn (PS4)




Dos estúdios da série Killzone, surge uma visão original de um futuro pós-apocalíptico em um dos maiores lançamentos do ano nos videogames. Horizon Zero Dawn apresenta a jornada da guerreira Aloy, desde bebê, até sua vida adulta, buscando respostas para os motivos de ser uma exilada de sua tribo. A história se passa em 3016, em um mundo dominado por máquinas semelhantes a animais e dinossauros. Humanos voltaram a viver em tribos primitivas, se escondendo do mal das máquinas, cuja origem é desconhecida. Após Aloy encontrar um artefato tecnológico que a possibilita estudar os instintos das máquinas, a heroína passa a treinar para vencer um combate, para deixar de ser exilada, e conviver pacificamente com a tribo, e posteriormente, se tornar a escolhida para proteger os humanos das ameaças das máquinas. A origem da protagonista é misteriosa, tendo a ver com a mãe que nunca conheceu, e os motivos que a tornaram exilada.


A obra apresenta um grande mapa de mundo aberto, onde o jogador deve se deslocar para cumprir missões da história principal, e atividades paralelas que tornam o enredo mais profundo e detalhado. Cada missão paralela tem grande importância, levando Aloy a interagir com personagens de pouca importância na história, mas são detalhados visualmente e carregam sentimentos que convencem facilmente o jogador a desviarem das missões principais. Semelhante a games da Ubisoft, o mundo aberto possui torres em forma de máquinas pacíficas que andam em círculo, e devem ser escaladas como nas torres dos games da produtora de Far Cry e Assassin’s Creed, para expandir a visibilidade do mapa. Acampamentos com bandidos podem ser encontrados, como em Far Cry, e cabe a Aloy livrar os locais para serem ocupados por membros de sua tribo. Mesmo com cenários gigantescos, em cada canto há algo importante para coletar ou descobrir com o Foco, o artefato tecnológico usado para estudar instintos das máquinas e para descobrir segredos das missões e do que aconteceu com o mundo no passado, de forma semelhante à visão de bruxo do Geralt De Rivia em The Witcher 3 Wild Hunt. Certos pontos do mapa estão corrompidos por um tipo de vírus que torna qualquer máquina letal, e o jogador pode livrar estes cenários das máquinas corrompidas, que podem matar Aloy com um golpe, mas são extremamente desafiadores.


Alguns animais naturais podem ser caçados para coleta de itens que servem para a criação de remédios, bolsas, ou melhoramento de armas, e flores e galhos devem ser coletados o tempo todo para a criação de munição. Durante o combate, a criação e modificação de flechas ocorrem de maneira rápida e intuitiva, sem interromper a luta.


Os gráficos apresentam visuais detalhados dos cenários e dos personagens, com efeitos de luz causando efeitos diferentes em cada superfície, e não há quedas de quadros em batalhas frenéticas contra inimigos gigantes. Nas expressões faciais há detalhes minimalistas e impressionantes, até detalhes em 3D podem ser percebidos dentro da íris dos olhos, e efeitos de saliva são percebidos dentro das bocas quando os personagens falam.


As máquinas que Aloy enfrenta são de diversos tamanhos e estilos, alguns pouco perigosos, e outros letais. Nos combates, a protagonista é munida de seu arco e flecha, além de outras armas como a lança, para lutas corpo a corpo. É possível se deslocar sorrateiramente para derrubar uma máquina com um golpe, ou usar a lança para realizar uma espécie de hackeamento, e colocar certas máquinas do seu lado, oferecendo montaria para um deslocamento mais ágil. Máquinas grandes e fortes convivem em ambientes que devem ser cruzados, e atravessar o local sorrateiramente sem causar incômodo pode ser a melhor opção para chegar viva ao destino das missões. Sem importar o tamanho ou o perigo de cada máquina, os combates são sempre desafiadores e divertidos, e mesmo levando bastante tempo para derrota-los, o jogador é compensado com bons itens para criar munições, melhorar armas, criar bolsas, e principalmente ganhar pontos de experiência, para evoluir os atributos de Aloy em uma grade de evolução, mais uma vez semelhante a games da Ubisoft.


Veredicto


Horizon Zero Dawn expande a coleção de excelentes games exclusivos para PlayStation 4, fazendo em 2017 algo mais grandioso do que foi feito com Uncharted 4 em 2016. Com a saturação de jogos com mapas de mundo aberto sem objetivos relevantes, ou colecionáveis inúteis, o novo game da Guerrilla usa com sabedoria um vasto mundo aberto, de diversos climas e eco sistemas, escondendo segredos e criaturas fantásticas para enfrentar, e inúmeras missões que farão cada segundo investido no jogo muito bem aproveitado. Uma obra original com uma heroína memorável e enredo épico.

Nota: 10,0

Ficha Técnica
Título: Horizon Zero Dawn
Plataforma: PlayStation 4
Produtora: Guerrilla Games
Distribuidora: Sony
Lançamento: 28 de fevereiro de 2017


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