Crítica | Unbreakable Kimmy Schmidt (3ª Temporada)


Unbreakable Kimmy Schmidt chega à terceira temporada apresentando mais das complicadas situações vividas por Kimmy (Ellie Kemper) e sua divertida turma.

Kimmy foi uma mulher toupeira, membro de um culto apocalíptico que a aprisionou por 15 anos em um abrigo subterrâneo com outras três mulheres que acreditavam nas palavras de um reverendo que dizia que o mundo lá fora havia acabado. Após a polícia descobrir o paradeiro das mulheres aprisionadas, Kimmy, ingênua e desorientada, é largada na cidade de Nova Iorque para seguir o rumo de sua vida. É aí que ela encontra os três melhores amigos de sua vida, Titus (Tituss Burgess), Lillian (Carol Kane), e Jacqueline (Jane Krakowsky).


A protagonista é engraçada por si só, mas não levaria a série sozinha sem coadjuvantes tão talentosos, ou até melhores que a personagem de Ellie Kemper. Titus é a verdadeira estrela do show e merece uma série paralela só para ele. Um homem gordo, careca, negro, pobre, gay, afeminado e de idade avançada, torna ele basicamente um estereótipo de homem excluído pela sociedade. Contudo, ele não é, e se faz de vítima o tempo todo, tentando tirar proveito de todos os que o cercam. Seus números musicais já faziam o público rir nas temporadas anteriores e ele volta com toda força e talento entregando as melhores cenas da série, especialmente depois de descobrir que seu namorado está saindo com outro cara e realizar uma performance satírica do vídeo “Hold Up” da Beyoncé, elevando a qualidade do show ao ápice.


A socialite Jacqueline não esconde mais suas origens indígenas e agora luta por causas sociais tentando derrubar homens gananciosos. A loira não chamava tanto a atenção na primeira temporada, ganhou destaque na segunda, passando à frente da personagem Lillian que não evoluiu, apresentando sempre mais do mesmo.


Com participação de Tina Fey, co-criadora da série, personagens menores possuem seus destaques na trama. A protagonista possui momentos hilários, mas infelizmente ainda depende dos outros personagens, como Titus e Jacqueline, que arrancam gargalhadas independentemente de estarem sozinhos ou contracenando. Piadas envolvendo religião, apocalipse, reverendo e abrigo subterrâneo continuam se repetindo durante a temporada e sem perder a graça, permitindo que Kimmy Schmidt seja a protagonista da obra.


Unbreakable Kimmy Schmidt é cheia de mensagens de humor negro nas entrelinhas, com críticas políticas e piadas politicamente incorretas. Vale lembrar que um famoso cirurgião plástico de Los Angeles se suicidou após a série apresentar um episódio com piadas sobre ele. Como nas primeiras temporadas, é possível levar um tempo para se encaixar na lógica do humor da série, mas depois de se familiarizar com o show é impossível desistir.

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