Crítica | A Autópsia



O terror é um gênero contraditório algumas vezes. Podemos ver tudo ou nada, sentir medo ou nojo e até ambos ao mesmo tempo. O diretor André Ovredal mostrou isso com um dos filmes de terror mais esperados, A Autópsia.

Acompanhamos Austin (Emile Hirsch) e seu pai Tommy (Brian Cox), donos de um necrotério que em um dia qualquer recebem o corpo de uma menina que foi encontrada enterrada numa casa, onde todos estavam mortos. 

Com uma sinopse meio Terror em Amityville, o longa tem um jeito de brincar com a mente não só dos personagens, mas também de quem está assistindo. Muitas vezes não sabemos se o que está acontecendo é real ou fruto da imaginação dos personagens, deixando sua premissa mais interessante. Mesmo com vários acertos, o filme não é um mar de flores e apresenta erros que poderiam ser evitados.


Um deles é na hora de apresentar aquilo que persegue os personagens, parece ter sido jogado e pronto. Também uma parte do final que ficamos ¨o que raios acabou de acontecer?¨. O que nos conquista é a boa história e os personagens, que dão o toque esperado para um bom terror. Os detalhes do ambiente, ângulos de câmera e maquiagem são os pontos mais altos, que dão o respeito que o filme merece.

A Autópsia pode não ser o mais diferente dos longas de terror, mas tem seu toque especial na mão de Ovredal, dando aquilo que um terror precisa, mas sem exageros.

Nota: 4/5

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