As Crônicas de Thelfrounland no Catarse | Entrevista Com Adriano Panda



Conheça uma terra de gatinhos selvagens e aventuras épicas


Maine é um continente criado pelo artista Adriano Panda e o cenário onde os três felinos aventureiros vão realizar suas façanhas. Os protagonistas desta história são Pan, Melisandre, Munchi e Samara que formam um grupo muito respeitoso. Um guerreiro, uma maga, um anão e uma ladra. Eles precisam se reunir para lutar contra uma ameaça externa que põe em risco seu lar e todos os bichanos que lá habitam. Para conhecer um pouco mais dessa história, conversamos com a mente idealizadora do projeto, Adriano Panda.

Jéssica Lang: Adriano, minha primeira pergunta é: por que gatos?

Adriano Panda: Antes de mais nada, muito obrigado pela oportunidade de falar do meu trabalho.

E gatos porque eu amo e também porque sou rodeado por eles. Quase todos os animais presentes na história são inspirados nos que tenho em casa ou nos de amigos próximos.

JL: O que podemos esperar da história? Que tom você quis dar para contar essa aventura?

AP: Lá no começo eu havia imaginado algo mais denso e violento, no entanto, no meio do caminho decidi amenizar a questão da violência e focar em algo mais sarcástico e cheio de elementos que talvez vão surpreender os leitores. Digamos que eu quis sair um pouco da caixinha, se me permite referenciar Schrödinger (risos).



JL: No grupo dos bichanos a gente vê uma bela formação hoje conhecida por grupos de RPG. Foi uma influência? Que referências a gente encontra nessa história?

AP: RPG sempre (risos). Você vai encontrar desde Dungeons and Dragons até Vampiro: a Idade das Trevas. Oz, Disney, Caverna do Dragão (a animação mesmo), Coração Valente e muito mais que dariam muitas páginas se eu fosse escrever todas (risos).

JL: Além dessas referências, quais artistas te inspiraram para a arte dessa HQ?

AP: Gustave Doré, Baptiste Monge, Bernie Wrightson, Tim Bradstreet, John Bolton. Estes são bem influentes na minha arte ao criar as páginas. Eisner talvez seja a maior influência, já na primeira arte da revista.

Obs.: a capa já está quase pronta e acredito que seja a referência mais inusitada.

JL: Nos fale um pouquinho da campanha. Como estão os brindes e as recompensas para quem apoiar o projeto?

AP: Como é minha primeira campanha eu não quis inventar muita moda, não. Optei pelo básico como prints A4 e coloridos, marcadores de página, postais, sketchs A4, artes pintadas também em A4, páginas originais e até mesmo a arte da capa. Também não quis colocar valores muito altos nos apoios. Tanto é que para quem for de São Paulo existe a opção de retirar em mãos ao colaborar com R$ 10,00.

Por enquanto, estou tendo resultados bem positivos na campanha. Em menos de duas semanas alcançamos 20% e tenho tido ótimos feedbacks.

JL: E para finalizar, quais são seus futuros planos para Thelfrounland?

AP: Ah, eu já tenho todo roteiro escrito e já iniciei a produção das páginas dos números 2 e 3. Enquanto isto, negocio algumas novidades que podem incluir produtos variados e bem divertidos. Mas o futuro é incerto. Vamos esperar para ver qual será a relação com os leitores. Só garanto que quanto mais quiserem conhecer Thelfrounland mais material vão ter, pois caprichei na hora de criar e as possibilidades são quase infinitas.


O projeto está bem interessante e a arte está muito bonita. O produto final consiste numa HQ de 32 páginas no tamanho 16x25. A capa vai ser colorida e todos os exemplares vão ser enviados autografados pelos artistas.

Caso queira dar uma olhada na campanha no Catarse, clique aqui.


Nenhum comentário:

Postar um comentário