Scream | Netflix Ataca de Novo


Wes Craven, aclamado criador das séries de filmes Scream (Pânico) e A Nightmare on Elm Street (A Hora do Pesadelo), faleceu em 2015 deixando órfãos os personagens clássicos do terror. A Netflix resolveu carregar o legado em homenagem à Craven com a série Scream, colocando a máscara e adicionando corpos à pilha deixada pelos filmes.

Nós também.

Apesar da origem, a série se diferencia bastante do filme. Os personagens morrem dramaticamente um a um, aumentando o suspense até o grande clímax. Em uma série, é preciso estender a trama e ainda mantê-la interessante. Através de Noah, os roteiristas brincam sobre os clichês que todos conhecemos, como “não é uma boa ideia os personagens se separarem agora”.

Além da óbvia influencia de Craven, a série se alimenta de outras histórias clássicas, como, por exemplo, Carrie de Stephen King. Podemos ver as referências (Capitão aprova) estampadas nos títulos dos episódios. Mas, ao contrário desses clássicos rápidos e sangrentos que acabam violentamente com o elenco, Scream mastiga e saboreia cada assassinato. O espectador acaba se apegando mais aos personagens e as mortes podem ser sentidas com maior intensidade. E é muito divertido tentar adivinhar quem é o assassino.

Façam suas apostas. Eu aposto que vocês vão perder.


A primeira temporada te deixa com um gosto amargo na boca e acaba conduzindo para o próximo mistério, que será revelado na segunda. Talvez suas apostas façam mais sentido aqui! Agora, Scream foi renovada para a terceira temporada com uma nova troca de showrrunners que talvez possa encerrar o caso de vez.

Essa rodada virá com um número reduzido de episódios, o que pode ser um bom indício. Prolongar a trama sem que haja um roteiro consistente, é capaz de comprometer o final. Uma boa história precisa de um bom final. E uma sobrevivente traumatizada sendo levada por uma ambulância.

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