Review | The Last Guardian (PS4)


The Last Guardian finalmente chega às mãos dos jogadores depois de muitos anos de adiamentos e boatos de cancelamento. O sucessor espiritual de ICO e Shadoow of the Colossus teve seu primeiro trailer apresentado em 2007, e se tornou uma lenda nos sonhos dos fãs dos épicos games de PlayStation 2 devido a um longo tempo sem notícias.

Por causa de um grande tempo de atraso, é de se esperar que The Last Guardian seja lançado carregado de problemas, como ocorreu com Duke Nukem Forever em 2011. E os problemas vieram em peso!


No controle de um menino, o jogador executa comandos para dar ordens à criatura alada de nome Trico, para avançar pelos cenários e história, executando quebra cabeças, e enfrentando soldados adversários e outras criaturas da mesma espécie de Trico, de maneira que um protagonista ajuda e protege o outro. Certamente o maior adversário do título é a câmera, que não fica posicionada da maneira que o jogador quer em momento algum do decorrer do jogo. Em corredores fechados é praticamente impossível manter um controle equilibrado entre os dois personagens e a câmera, e na maioria das vezes ela tenta mostrar o que a criatura está olhando, impossibilitando o progresso do menino. Para piorar, os comandos para ordenar Trico são imprecisos, e funcionam com muita raridade. Há casos em que ordenamos a criatura para saltar para o próximo ponto do cenário, mas acaba virando para outro lado e farejando locais inúteis.

Quando um game é destinado a carregar um peso de problemas tão pesados quanto os de The Last Guardian, acabam não restando pontos positivos para salvarem a obra. No caso deste game, apenas uma história muito profunda e épica em um mundo místico poderia salvar a obra de um total desastre. 

E salva!


Um menino acorda em uma caverna ao lado de uma criatura gigante, com chifres, garras, asas, tendo de descobrir como escapar do local. A criatura assusta o menino, que logo percebe que ela está acorrentada e ferida. Ao ajudar o animal, nasce um dos mais incríveis laços de amizade já vistos em uma obra fictícia, e ambos se veem na tarefa de escapar de uma terra ameaçada por uma força maligna. Avançando no game, descobrimos detalhes místicos da história que não permitem que os defeitos nos façam parar de jogar. Felizmente os problemas de câmera e controle não são tão graves na reta final do game, e a história e o final da obra são apreciados com o coração na mão e lágrimas no rosto. A trilha sonora orquestrada enriquece a experiência a limites colossais.


Veredicto


The Last Guardian parece mais um remaster de um game de PlayStation 3 do que um título inédito. Os problemas presentes no game são os mesmos de ICO e Shadow of the Colossus, e conseguem ser ainda mais graves. A história, misticismo, a relação entre o menino e Trico, trilha sonora orquestrada, cenários majestosos, e final de impacto, conseguem salvar a obra da maldição de Duke Nukem Forever. Relativamente curto, pode não agradar jogadores novatos, mas é um título obrigatório para quem se emocionou com os mundos maravilhosos de ICO e Shadow of the Colossus.

Nota: 9,0

Ficha Técnica
Título: The Last Guardian
Plataforma: PlayStation 4
Produtoras: Sony Interactive Entertainment, Team Ico, GenDESIGN, SIE Japan Studio
Distribuidora: Sony Interactive Entertainment

Nenhum comentário:

Postar um comentário