2016 e a Princesa Leia



Para encerrar 2016 da pior maneira possível para todos os fãs de cultura pop pelo mundo, a amada e talentosa Carrie Fisher nos deixou dia 27/12/2016 após sofrer uma parada cardíaca no dia 23.

A atriz, famosa principalmente por interpretar a Princesa/General Leia Organa na saga Star Wars, faleceu aos 60 anos de idade. Para piorar a situação para a família da artista e para os fãs de cinema, sua mãe Debbie Reynolds também nos deixou no dia seguinte a morte de sua filha. Debbie Reynolds, famosa por filmes como Cantando na Chuva e A Flor do Pântano morreu aos 84 anos de idade no dia 28/12/2016.

Nós, fãs de cinema, lamentamos muito a perda desses dois ícones e agradecemos a estas duas grandiosas atrizes pelo presente que nos deixaram - Suas obras, para que possamos aproveitá-las por toda a eternidade.

E, especialmente por Carrie Fisher, é quase irônico que tal atriz tenha encerrado sua 'missão' na Terra em um ano como 2016 - Ano esse em que sua personagem em Star Wars, a Princesa Leia, esteve em tanta evidência.

O ano foi de Leia, nossos corações pertencem a Leia - a personagem maravilhosa que é fruto do talento de Carrie Fisher.

"Eu não sei quem você é ou de onde você veio, mas a partir de agora, você faz o que eu disser. Ok?"

O feminismo


Novamente, lembremos que o movimento feminista tem crescido e se popularizado cada vez mais e entrado em campos onde era quase inexistente, como a cultura pop, o que é maravilhoso.

No ano de 2016, o primeiro spin-off de Star Wars, chamado de Rogue One - A Star Wars Story, estreou e fez muita gente feliz por ser, na minha opinião e de muitos, a primeira prequel que presta da saga.

Mas como nem tudo são flores, muitos foram os "fãs" que criticaram o filme antes mesmo de ser lançado pelo motivo fútil de a personagem protagonista ser uma mulher - Jyn Erso (interpretada por Felicity Jones) - e muitas vezes alegando que por O Despertar da Força já ter tido uma personagem feminina como principal (Rey, interpretada por Daisy Ridley) e que era hora de equilibrar as coisas (como se a saga já não tivesse outros seis filmes com homens protagonistas, né?) e alegando com força que Star Wars sempre foi um material para homens e que essas 'mulheres no comando' eram deturpação da saga.

Eles estavam todos errados.

Nessas discussões, muitos argumentos são usados como o fato de existir espaço para todo tipo de personagem e principalmente o fato de que em todas as mídias de Star Wars sempre houveram mulheres fortes: Padmé, Ventress, Ahsoka Tano e, a primeira de todas, Princesa Leia. Personagem essa que, como disse Natália Bridi, transmitia a ideia para a garota nerd de que você pode ser uma princesa e ao mesmo tempo ser uma rebelde que atira com um blaster em soldados imperiais.

A mulherada pode tudo em qualquer canto da galáxia, e essa é uma das coisas que Leia nos ensinou desde sua primeira aparição em 1977.


As participações especiais


E, claro, com o universo se expandindo cada vez mais, Leia é uma das personagens que não pode ser excluída de outras mídias que o universo SW aborda.

Já tendo aparecido e sido parte importante emocionalmente de O Despertar da Força, Leia também aparece em Rogue One (na exata última cena do longa). O que torna o spin-off parte desse mundo que tanto amamos e o difere de um filme qualquer de guerra são as conexões que ele faz com as trilogias, tanto a clássica quanto a nova, de certo modo. E para encerrar esse Episódio 3.5 com maestria e servir de introdução para o Episódio IV, nada melhor do que uma cena de Leia. A personagem que por ser princesa e líder da Rebelião representa muito a parte militar e guerreira da saga e por ser uma Skywalker e arqui-inimiga de Darth Vader representa o lado da religião, o lado da Força.

A ponte - o ponto de encontro - a união - Princesa Leia - General Organa.

E isso sem mencionar a participação da personagem na série Rebels, que até action figure oficial da Hasbro ganhou, a homenagem póstuma que Carrie Fisher/Leia ganhou no RPG The Old Republic e a homenagem que ganhará em maio na HQ do Poe Dameron pela Marvel.

Leia é cinema, quadrinho, videogame e televisão. Leia é a Força.


Escritora

  
Além de atriz, Fisher foi uma grande escritora. Publicou livros como Postcards From The Edge que até adaptação pro cinema com Meryl Streep rendeu, Surrender The Pink, Wishful Drinking (onde fala bastante a respeito de sua vida pessoal como artista e a capa até ilustra uma Princesa Leia bêbada sobre uma mesa), e Shokaholic (onde fala do relacionamento de sua mãe com seu pai, o músico Eddie Fisher).

Pois bem, em 2016, mais um livro foi lançado pela autoria de Carrie Fisher - escrito pela princesa, sobre a princesa.

Lançado nos Estados Unidos em novembro desse ano, Memórias da Princesa: Os Diários de Carrie Fisher (no original The Princess Diarist) é um livro onde Fisher fala sobre suas experiências enquanto Princesa Leia.

Vemos, na obra, relatos sobre o uso de drogas diários que a atriz mantinha na época, histórias românticas que teve por algumas semanas com Harrison Ford (Han Solo, seu par romântico nos filmes) e até comentários sobre odiar o penteado que usava e se achar feia.

Uma mulher de 60 anos de idade que ainda assim pensa em escrever livros sobre a personagem que viveu, e lhe deu todas as glórias possíveis, é uma mulher que merece muito respeito e todo o amor do mundo nerd.

Princesa Leia, General Organa, irmã de Luke, esposa de Han Solo, filha de Vader e Padmé, mãe de Kylo Ren e MÃE, acima de tudo, da carreira de Carrie Fisher.

2016 foi o seu ano, onde brilhou e esquentou os nossos corações mais de uma vez.

Vá em paz, que a força esteja com você e que saiba que você foi a líder que trouxe esperança para a nossa Aliança Rebelde.

 R.I.P.


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