Relatos de um Nerd na CCXP 2016


A Comic Con Experience 2016 acabou neste último Domingo deixando um vazio enorme em nossos corações. Eu estava lá e vou falar um pouco pra vocês sobre os prós e contras (teve alguns, nada que estragasse a experiência como um todo). Uma coisa é certa: Eu nunca havia me sentido tão em casa.

A Chegada


Óbvio que quem chegou cedo ou perto da abertura dos portões pegou um pouco de fila, mas a organização acabou fazendo com que elas não fossem tão demoradas e tirando bastante aquela sensação de estar no meio da "muvuca". Ponto muito positivo para a organização.

Também devo elogiar a iniciativa de liberar a meia-entrada para todos que levassem um livro para doação, fazendo com que o ingresso ficasse com um valor acessível para as pessoas, já que a inteira é meio salgada. O problema disso foi a logística da coisa na hora de pôr em prática. Eu fui achando que teria algum controle mais rigoroso para marcar quem doou o livro, já que fui com o ingresso de 4 dias e era necessário doar somente no primeiro. Não havia controle nenhum de quem realmente fez a doação, você simplesmente jogava o livro no lugar destinado e seguia a fila. Quem não jogasse seguia a fila igual e podia entrar sem ter doado. Nada que realmente estragasse a experiência, mas é algo a melhorar no futuro, pois essa iniciativa foi ótima e pode continuar deixando a CCXP acessível a todos.

Estandes

Estande oficial de Harry Potter em um dos poucos momentos que não houve fila para entrar.

Definitivamente foram os lugares onde mais gastei meu tempo (e dinheiro :'( ). É praticamente impossível você ir na Comic Con Experience e não gastar nada em nenhuma estande, muita coisa boa, muita coisa exclusiva, algumas coisas com preços melhores ou equiparados ao que você encontra no dia-a-dia, algumas coisas com preços abusivos (ponto negativo). Fui carregando uma mochila em todos os dias e em todos voltei com ela cheia de coisa boa (sério). Teve loja de tudo e pra todos os gostos, loja oficial da DC Comics, de Star Wars, de Harry Potter, estandes de grandes editoras, lojas de roupas (inclusive a da Riachuelo que estava uma maravilha)... Enfim, as estandes foram ótimas.

Claro que aqui também tivemos alguns pontos negativos a citar. Começando pela estande oficial de Harry Potter, que subestimou totalmente seu público. Explico: Como os produtos da loja eram importados, eles não tinham muita reposição, mas mesmo assim trouxeram muito pouco achando que não venderiam tanto. Podem adivinhar o que aconteceu? Pois é, muita coisa esgotou logo nas primeiras horas do primeiro dia, a solução foi limitar o número de clientes na loja, formando filas enormes. Quando consegui entrar, notei que o preço de algumas coisas beirava o absurdo (não sei dizer se aumentaram devido a pouca disponibilidade). Um caderninho de notas estava custando a bagatela de R$ 180,00. Vocês que definem o grau de absurdo desse valor.

Outro ponto negativo aconteceu no último dia, onde vi uma estande (não vou citar qual, desculpem) usar o mesmo golpe da Black Friday. Um bonequinho Bublle Head dentro do evento custava em média R$ 100,00, alguns um pouco menos (uns R$ 75,00), outros um pouco mais (não passando de R$ 120,00). Comecei a procurar lojas que ofereciam descontos por estar no último dia do evento. Encontrei uma com um modelo de Bubble Head, que estava R$ 100,00 em praticamente todas as lojas, com uma placa de desconto de 20%. Imaginem minha surpresa ao ver que o preço estava em R$ 150,00. Pois é, aumentam o preço, oferecem desconto e no final você acaba pagando mais do que pagaria sem o desconto com o preço normal. Tirem suas conclusões.

Artists' Alley

Este quem vos fala prestigiando o trabalho do cartunista Carlos Ruas...

Um dos lugares mais maravilhosos e cheio de gente talentosa do evento. Foi outro lugar onde comprei bastante coisa. É tanta gente talentosa que eu conheci que até tenho medo de deixar algum nome de fora, mas lá pude encontrar Carlos Ruas, Otta, Luciano Cunha, Germana Viana, Chairim, Evezel, Tiago Holsi, Marcio R. Gotlland, Daniel HDR, Erica AwanoJae Lee (Siiiim!!!), e muito mais gente talentosa que eu gastaria várias linhas para nomear.

Nas mesas você podia encontrar de tudo, livros dos autores, vários quadrinhos excelentes, prints, sketchbooks, e várias outras coisas. E de quebra ainda levar os produtos autografados na hora. Infelizmente 4 dias acabou sendo pouco para prestigiar a todos.

... e Chairim Arrais, uma grande pessoa e artista super talentosa.

Cosplays


Aqui não tem muito o que ser falado, a galera realmente capricha muito nos cosplays, tanto quando fazem um sério, quanto fazem para sacanear o personagem. É impossível andar mais de uma quadra na CCXP sem esbarrar com um cosplay extremamente bem feito. Só não colocarei mais fotos na matéria para não gastar muito espaço, mas vocês podem acompanhar nossa fanpage no Facebook, pois aos poucos postaremos várias fotos que tiramos ou fiquem ligados no Geek Blast, pois farei uma matéria exclusiva com fotos de alguns cosplays.

Painéis e Famosos

Affonso Solano no painel dedicado aos Podcasters.

Infelizmente não pude aproveitar muito a parte dos painéis, pois as filas eram absurdas e como havia muita coisa a ser vista, não quis encarar esse super desafio. Quem quiser pegar um painel nas edições futuras, recomendo que chegue super cedo. O único painel que assisti foi o dedicado aos Podcasters e foi ótimo. Ele contou com  a presença de Affonso Solano (dispensa apresentações), Cid (do Não Salvo), Andrei Fernandes (do Mundo Freak), Jurandir (do Rapaduracast) e vários outros podcasters super talentosos. Valeu muito a pena assistir.


Com relação aos famosos, infelizmente as sessões de autógrafos, fotos e meetings pesa bastante no bolso, muito em parte por causa da cotação atual do dólar, pois o preço é definido pela equipe do artista nessa moeda. Mas vocês podem ver acima que não pude deixar passar esta oportunidade e garanti minha foto com David Ramsey (o Diggle, de Arrow) e estou triste até agora por não ter tirado uma com a Natalie Dormer (o valor para tirar com ela estava absurdo). Mas vida que segue.

O único ponto negativo a citar (além dos preços) é em relação à organização dos lugares nos painéis. Explico: Como os lugares são limitados, acabamos vendo muitas filas, mas o grande problema é que se a pessoa entra para o primeiro painel, ela pode ficar em seu lugar até o final do dia, tirando a oportunidade de outras pessoas assistirem. Podiam encher o auditório, apresentar o painel, esvaziar e dar oportunidade para outras pessoas e se quem saiu quer ver novamente é só entrar na fila do painel de sua preferência, assim mais pessoas poderiam assistir. A outra opção seria cobrar um valor simbólico (uns R$ 50,00 pra não ficar tão barato também) pelos painéis, assim a pessoa compraria um lugar garantido para o painel de sua preferência. É uma coisa a ser estudada para melhorar no futuro.

Demais Serviços

A praça de alimentação contava com muitas opções, sendo comparável à praças de alimentações encontradas em shoppings, o que foi muito positivo, mesmo com o preço de alguns lugares estando levemente (será que estou pegando leve?) mais salgado do que o normal.

Para quem é fumante o evento contou com uma área específica em local aberto, o que é bom principalmente para quem comprou ingresso dos dias de forma individual, pois eles não garantiam a saída do evento.

A CCXP também possuía vários totens para a galera poder carregar seus celulares e câmeras, e embora muito concorridos, você sempre conseguia uma vaguinha em algum. Mais um ponto positivo para a organização.

No geral é isso pessoal. Ainda estou com uma grave crise de depressão pós-CCXP, mas vida que segue, com certeza irei em mais edições e sempre irei trazer essa cobertura detalhada para vocês. Um abraço a todos e quem sabe não nos esbarramos na CCXP em 2017.

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