Especial de Halloween | 6 Games de Horror Desconhecidos ou Subestimados


Em semana de Halloween, o horror está no ar. Todos buscam por uma fantasia original para uma festa, ou filmes, games, séries e literatura para quem preferir ficar em casa.

Pensando em sair um pouco do óbvio, listei seis games de terror que são desconhecidos, ou subestimados, e que merecem atenção e sair do anonimato, especialmente na semana de Halloween.

Zombi U / Zombi


Zombi U é um survival horror lançado originalmente para Wii U, foi portado para outros consoles e PC com o título Zombi, e talvez seja o mais conhecido desta lista. Mas por ser um título da Ubisoft, responsável por best sellers como Assassin’s Creed e Far Cry, percebe-se que Zombi não foi tão bem divulgado quanto seus parceiros, sendo uma obra subestimada até mesmo pela própria Ubisoft.

No controle de um personagem aleatório, o jogador precisa explorar prédios, casas, esgotos, estações de trem, na cidade de Londres, a procura de meios de sobrevivência. A visão é em primeira pessoa, e os comandos de batalha, exploração e armazenamento de itens lembram Resident Evil e Dead Island.


O que torna Zombi um título original e desafiador é o fato de haver morte permanente. O jogador precisa ter o máximo de cuidado para que o personagem não morra, e se ocorrer, o controle passa para outro personagem, do ponto inicial do game, e o jogador ainda deverá encontrar o personagem que acabou morrendo e passou a caminhar e devorar carne humana com outros zumbis.

Acessar a tela de seleção e armazenamento de itens e armas não faz o game pausar, e na versão de Wii U essa tela é mostrada no controle gamepad, tornando o game mais difícil, plausível e assustador.

White Night


Uma bela homenagem aos primórdios do horror no cinema e nos videogames, White Night bebe da fonte dos filmes do grande mestre do horror Alfred Hitchcock e dos primeiros games de survival horror, como Alone In The Dark, Resident Evil e Silent Hill.


O estilo gráfico do game é em preto e branco, sem tons de cinza, semelhante aos quadrinhos de Sin City. O jogador explora uma mansão na década de 30 após o protagonista sofrer um acidente de carro, e supostamente atropelar uma menina. Ângulos de câmera seguem o mesmo padrão do primeiro Resident Evil, e enriquece a identidade misteriosa inspirada em clássicos de Hitchcock, como Psicose, Pássaros e Um Corpo Que Cai. É preciso encontrar documentos e pistas dentro da mansão, usando palitos de fósforo para iluminar o ambiente de tons opacos, com decoração e visual típicos da época em que o game acontece.

Por ser um game bastante lento, White Night recebeu críticas duras pela mídia, mas é um título imperdível para quem busca por mistérios e horror à moda antiga.

Layers of Fear


Na Steam podemos encontrar inúmeros títulos medíocres de horror em primeira pessoa, que acabam apagando o brilho de jogos decentes que merecem melhor atenção. É o que acontece com Layers of Fear, game que se destaca por possuir uma direção de arte refinada, em uma antiga mansão de um pintor de telas em busca de inspiração para seu trabalho.

O game é o mais semelhante a P.T. Silent Hills já lançado até então, com cenários realistas e quebra cabeças complexos, acompanhados por uma atmosfera de horror que fará muita ficar com medo de seguir em frente.


A mansão é repleta de pinturas, algumas belas, e algumas macabras e sombrias. A partir de certo ponto, o game apresenta alucinações ao jogador. Passar de um corredor para uma sala, explorá-la, e voltar para o corredor, leva o jogador a um ambiente diferente, nos fazendo questionar sobre nossa sanidade dentro do título.

Os cômodos são escuros e possuem tapetes e móveis velhos, empoeirados, e parece que as pinturas nos observam com maus olhos.

Felizmente o game saiu para os consoles PlayStation 4 e Xbox One, e uma expansão chamada Inheritance conta sobre a filha do pintor que habita a mansão. Uma versão VR seria muito bem vinda!

Uma análise detalhada do game está disponível nos arquivos do Nerdbucks e você pode acessá-la clicando aqui.

Shadows of the Damned


Goichi Suda, conhecido como Suda 51, é um excêntrico designer de games japonês responsável por games como No More Heroes, Lollipop Chainsaw, e o insano Killer 7.

2011 foi o ano em que uniu forças com Shinji Mikami, criador de Resident Evil, e Akira Yamaoka, músico responsável pela trilha sonora dos primeiros games de Silent Hill.

A união desses três caras resultou em um imperdível game de horror com os mesmos controles de Resident Evil 4, trilha sonora atmosférica e marcante, e um roteiro com violência exagerada e humor negro.


Garcia Hotspur é um mexicano mal encarado, com uma cicatriz no rosto, e tatuagens por todo corpo, que precisa resgatar sua namorada Paula que foi levada por um grande demônio para o inferno. Sem medo algum, Garcia vai até o as profundezas inferno mostrar que demônio algum é páreo para um mexicano machão, que lembra uma versão jovem de Danny Trejo. Durante o game Garcia é acompanhado por uma entidade demoníaca chamada Johnson, que se manifesta como uma caveira flutuante e falante. Johnson se transforma em todas as armas do protagonista, inclusive a Big Boner, arma sexualmente sugestiva. A personagem Paula raramente aparece vestida durante o game, e toda vez que ela tenta sensualizar, acaba morrendo de maneira cruel e sangrenta, para mais tarde aparecer viva, novamente nua, e morrer novamente, como Kenny em South Park.


Na época do lançamento, a obra foi considerada pela mídia uma continuação espiritual de Resident Evil 4. Teve ótimas notas pela crítica, mas não vingou publicamente. Hoje este posto é de The Evil Within, também de Shinji Mikami, e que acabou sendo sucesso tanto de crítica quanto de vendas.

Lone Survivor


Roteiro afiado e atmosfera macabra marcam este título de survival horror em 2D. O jogador acorda em um quarto, em um mundo onde todos os humanos se tornaram zumbis famintos. Este game leva o conceito de sobrevivência ao extremo, sendo que o protagonista precisa comer, beber e dormir com frequência, para evitar de, não apenas perder vida, como elevar o nível de estresse e insanidade, e há consequências caso esses fatores não sejam respeitados.

O jogador se movimenta em cenários em 2D, mas explorando o mapa de um prédio como em Silent Hill, com portas trancadas, passagens secretas, e inimigos monstruosos pelo caminho. A luz para iluminar precisa ser recarregada para que o jogador não enfrente locais escuros, e a munição é bastante limitada. Passar por zumbis pode ser um pesadelo quando os recursos são baixos. Para dificultar, há apenas um ponto para salvar o game.


O protagonista encontra alguns personagens misteriosos, um deles com uma caixa na cabeça, e por causa deles percebemos que há alucinações pesadas no game.

O estilo visual é minimalista, mas consegue passar sensações de isolamento, medo e até nojo. A trilha e efeitos sonoros são arrepiantes, e tornam Lone Survival um título tão atmosférico quanto Silent Hill.

Deadly Premonition


Pra mim, o título mais subestimado desta lista. 

Muitos consideram Deadly Premonition um game tão ruim, que chega a ser bom. Pessoalmente, eu discordo, já que essas afirmações são baseadas apenas nos gráficos precários e diálogos exageradamente caricatos. O título é o que seria se o diretor David Lynch criasse um game com controles de Resident Evil 4 em mundo aberto. O roteiro lembra a série Twin Peaks, e o gameplay é bastante fluído, sem problema algum nos controles e câmera, e poucas quedas de quadros por segundo, e considerar ruim um game com essas qualidades, não é normal.


No comando de um agente do FBI chamado Francis York Morgan, deve-se investigar um misterioso assassinato em uma cidadezinha. Os habitantes consideram York um intruso se metendo em problemas que não cabem a ele, mas o protagonista insiste em investigar o que está acontecendo, sempre dividindo informações das investigações com Zach, seu amigo imaginário.

Há muitos personagens, e todos são bastante caricatos. Entre uma missão e outra de enfrentar zumbis e o sobrenatural, rolam prazerosas conversas durante refeições com os policiais da delegacia, em cenas acompanhadas por trilha sonora saída de comerciais de margarina. Nesses momentos York comenta coisas que não podem ser ditas à mesa, irritando seus companheiros.


Deadly Premonition tem gráficos ruins e momentos com personagens e diálogos patéticos. Mas possui um humor refinado para poucos, controles fluídos, e um roteiro e clima de mistério que vão agradar a quem buscar por horror original.

E vocês, conhecem algum game de horros desconhecido e/ou subestimado que não está na lista? Não deixe de falar nos comentários.

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