Conheça Horus Heresy | Parte 7: O Grande Plano


Boa tarde Nerdbuckers!

Estamos de volta com a parte 7 da série de posts relatando a história ocorrida durante a Heresia de Horus, que predata o mundo de Warhammer 40k e que explica muita coisa a seu respeito.

Caso esse seja o primeiro post que conseguiu achar, não se alarme, abaixo há links para os posts anteriores.


Paramos no post anterior falando sobre como Lorgar se voltou contra o Imperador, agora você verá as raízes da heresia.


Finalmente com a verdade revelada para si, Lorgar traça seu plano junto com seus dois conselheiros e mentores, Kor Phaeron e Erebus (ambos tiveram parte na criação de Lorgar antes da vinda do Imperador à Colchis, seu planeta natal).

Mesmo sendo a segunda maior legião de Space Marines, sozinhos eles não conseguiriam a revolução desejada. Foi decidido que precisariam usar os dons oratórios, quase clericais, de sua legião para espalhar as ideias e sementes da rebelião entre os soldados das outras legiões. Em paralelo as forças do Caos, junto à Lorgar, seriam os arquitetos do corrompimento de outros primarcas.

Presente em todas as legiões de Space Marines, há um título chamado "Capelão", que nessa época era o responsável pela moral, paz de espírito, disciplina e convicção dos esquadrões de Space Marines. Eles deveriam ser altamente carismáticos, sábios, teimosos e líderes. Sempre os primeiros a investir contra os inimigos, os exemplos vivos de tudo que o Imperador da Humanidade pensou para os Space Marines e para a Verdade Imperial.

Space Marine Capelão, com o elmo de caveira do cargo e sua arma de oficio: Crozius Arcanum

Os Word Bearers são a legião com o maior número de Capelões em oficio, o que é de se esperar pois seu comportamento naturalmente religioso os leva a buscarem essas posições de liderança espiritual, da mesma forma de pastores para o rebanho. Essa afinidade foi parte integrante do plano para semear a colheita da heresia: Lorgar reuniu seus Capelões e lhes deu a missão de oferecer seu apoio moral e militar para as outras legiões, mostrando não só que a desonra sofrida anteriormente foi esquecida e que eles se mantém firmes e fortes, mas também para criar lojas maçônicas, irmandades-extra-oficiais, grupos filosóficos e castas clandestinas dentro de cada uma das outras legiões e através desses grupos semear a dúvida, o medo, o questionamento e a dissidência. Vale ressaltar que a proliferação desse tipo de conduta foi prevista pelo Imperador e deliberadamente PROIBIDA, portanto o nascer desses grupos aconteceu tudo em segredo e muitas vezes com o consentimento do próprio Primarca em sua legião, que ao ser apresentado à ideia julgou ser algo inocente demais para trazer qualquer tipo de maleficio, tanto à suas tropas como à Grande Cruzada. Eles estavam enganados.


Esses grupos/lojas teriam costumes quase religiosos e maneirismos que beiram ao de cultistas, mas o jogo de cintura dos Word Bearers sempre abafava essas suspeitas, assegurando aos soldados que aquilo era apenas tradição sem fundamentos religiosos. É claro que os Word Bearers não passavam de mentirosos, mas conhecendo seus irmãos (depois de terem lutado algumas batalhas juntos como Capelões normais) eles sabiam os limites que podiam avançar, quais sentimentos explorar e como arrebanhar o máximo de legionários para suas respectivas lojas:
Quando dominarmos o universo, e guerras deixarem de existir, o que serão dos Space Marines?
Será que o Imperador escolheu corretamente Horus como Warmaster?
A Perfeição do Imperador é perfeita mesmo? Será que algum de nós pode ser capaz de alcançar tamanha grandeza também?
Porquê algumas legiões caem nas graças do Imperador e outras fazem apenas o trabalho sujo ou monótono da Grande Cruzada?
É sabido que algumas legiões tem uma semente-genética menos pura que outras, será essa uma falha proposital do Imperador para deixar uma legião mais fraca que a outra?
Porquê os legionários que nasceram na Terra tem mais honras/títulos do que os que cresceram no planeta junto de seu Primarca?
Quando o Imperador da Humanidade elegeu Horus como Warmaster, as legiões já estavam com várias dúvidas internas enraizadas, incluindo alguns Primarcas que já tinham virado participantes dos encontros secretos junto com seus soldados, essas dúvidas intensificaram o descontentamento já esperado quando o Imperador decidiu se retirar da Grande Cruzada para perseguir projetos mais importantes, retornando para a Terra.


O grande plano culminou quando uma armadilha é preparada para Horus, que, ao liderar suas tropas na frente de batalha como de costume, sofreria um ferimento mortal de uma arma abençoada pelos deuses do Caos. Para salvar Horus, sua legião (e todos sob seu comando) deveriam leva-lo para um templo onde um grupo de cultistas conseguiria salva-lo desse maleficio sobrenatural e demoníaco. A ideia de adentrar esse caminho herético e totalmente oposto à Verdade Imperial foi recebida com oposição dentro dos Luna Wolves (legião do Horus). Curiosamente o maior numero de opositores da ideia vieram de soldados que não participavam da loja maçônica dentro da sua organização, o que mostra a capacidade dos Word Bearers de plantar ideais na cabeça dos Legionários. Quando o ritual de cura, (com origem demoníaca) feito em segredo e longe dos olhos dos Luna Wolves foi finalizado e Horus caminhou curado de fora do templo, todos os seus filho e súditos se alegraram e comemoraram o milagre que tinha acabado de ocorrer. Até os que se opuseram a levar Horus ao templo.


Quando estava em coma, prestes a morrer, Horus foi visitado por entidades da Warp e emissários dos deuses do Caos com o intuito de torna-lo um traidor, de se rebelar contra seu pai. Eles apelaram para o seu orgulho, comparando-o ao Imperador. Eles mostraram visões futuras onde o Imperador era venerado como Deus-Vivo, contradizendo toda a Verdade Imperial sendo pregada no momento. Esses demônios seduziam, aconselhavam, humilhavam e revelaram muitos segredos do Imperador para Horus, que teve seu espírito quebrado perante tamanho tormento que sofreu durante seu tempo inconsciente. 

A "cura" que Horus recebeu na verdade era uma barganha, uma proposta dos deuses do Caos onde Horus tinha duas opções: morrer ou se aliar a eles e ser curado. Sentindo ressentimento pelos segredos do Pai, cego pelas visões futuras contradizentes e furioso com as provocações das criaturas demoníacas, Horus então fez a aliança com os Deuses do Caos para "salvar" a humanidade da Tirania de seu Pai.


Quando ele saiu do Templo, ciente de tudo que ele tinha prometido para as criaturas monstruosas com quem se aliou, planos maquiavélicos começaram a se arquitetar na mente estrategista de Horus. Lorgar tinha conseguido o aliado mais forte e mais formidável para sua empreitada, o recém nominado líder da Grande Cruzada, o Warmaster. A influência e autoridade desse título lhes deram as ferramentas e meios necessários para um grande golpe contra todos aqueles que se recusarem a se juntar a eles. E os detalhes desse golpe de mestre você verá na parte 8!

Nenhum comentário:

Postar um comentário