Review | Doom (PS4, XBox One, PC)


DOOM retorna fazendo justiça a seu legado, e provando que com apenas quatro games na franquia, é mais relevante para a indústria que muitos shooters anuais que vendem muito, mas apenas nos primeiros meses de lançamento.

O novo título da Bethesda é um reboot da série, trazendo muito mais ação, velocidade, violência, carnificina, e uma trilha sonora pesada feita para ouvir com o volume no máximo, com fones ou incomodando os vizinhos mesmo!

O game retorna às origens da franquia oferecendo uma experiência de jogo mais simples e direta possível. Sem tutoriais ou cenas de aberturas e diálogos, o game começa atirando o jogador no tiroteio desenfreado, sem enrolação. Apenas apertar para começar o game, e sair atirando em demônios sem medo de desperdiçar munição, sem precisar elaborar táticas para eliminar inimigos, e sem precisar recarregar munição, da mesma maneira que se fazia no primeiro game de DOOM no início dos anos 90.


Aproveitando todo potencial de cada console, o game oferece uma jogabilidade extremamente veloz, podendo explorar os cenários e executar monstros em pouco tempo, sem a necessidade de um botão especial para corrida como a maioria esmagadora de shooters usa. Essa velocidade combinada com um dos visuais mais detalhados e brilhantes dos games prova que os atuais consoles têm potencial pouco explorado pela maioria das produtoras.


Durante o tiroteio, são usadas diversas armas diferentes e pesadas. Todas as armas clássicas estão presentes, e algumas novas foram inclusas às opções. É possível melhorar e customizar cada arma, podendo cada uma ter mais de uma função. A serra elétrica e a BFG também fazem parte das opções, e não estão no game por brincadeira! Além das armas clássicas, estão presentes quase todos os monstros e demônios já vistos na série, todos criados com alto nível de detalhamento, e muito sedentos pelo sangue do jogador. Quando os inimigos estão enfraquecidos, é possível executar uma manobra de finalização humilhante contra o oponente, sendo possível arrancar membros com as próprias mãos. Durante a finalização do clássico monstro Pinky Demon, por exemplo, é arrancado um dos grandes dentes do demônio, e cravado fundo em um de seus olhos até o cérebro. Sangue e violência não foram economizados nessa obra, enriquecendo a experiência para quem quer algo altamente sanguinolento e visceral.


Para turbinar o frenesi causado por toda sanguinolência contra monstros famintos por carne humana, a trilha sonora é de um heavy metal misturado com batidas de dubstep, dando ainda mais peso durante as batalhas recheadas de armas robustas e demônios fortes.

Incontáveis easter eggs estão presentes na obra, fazendo referências a todos os títulos anteriores da série, incluindo cenários originais dos primeiros games com visual pixelado. Games da Bethesda também são homenageados com referências a Fallout e The Elder Scrolls. É possível encontrar a ossada de um cadáver com um elmo de Skyrim, e uma flecha no joelho. Filmes de ação clássicos também ganharam homenagens, especialmente Exterminador do Futuro 2.

Veredicto

O reboot de DOOM é uma versão com esteroides de tudo já visto durante a série. Um game de tiro em primeira pessoa como os primeiros, de entrar atirando em tudo que se move, sem enrolação, sem tutoriais, sem cenas pra contar historinha, sem precisar recarregar munição, sem botão especial para correr, mas com o potencial de visual e velocidade dos consoles e PC's da atual geração. Velocidade alta e visual demoníaco, em um tiroteio insano que torna a experiência em um banho de sangue fazem de DOOM um dos melhores shooters de todos os tempos, e provavelmente um dos títulos mais marcantes do ano.

Nota: 9,5

Ficha Técnica
Título: DOOM
Plataforma: PlayStation 4, Xbox One, PC
Produtora: Bethesda
Distribuidora: Bethesda

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