Como envelhecer sendo nerd ( e não se tornar um cínico)


Uma das coisas mais interessantes sobre as pessoas com que eu convivi dentro do meio nerd é que algumas delas tinham medo de envelhecer, achavam que o fascínio que as coisas que apreciamos tem relação com a juventude e o deslumbramento.

Outras, por outro lado, desenvolvem um cinismo e um amargor frente a tudo o que é novo, vivendo em uma eterna comparação com aquilo que tinha cativado sua mente quando era mais jovem e sentindo, muito provavelmente com uma ponta de tristeza, que nada vai causar aquela sensação novamente.

Hoje eu vou contar para vocês como venho tentando combater o cinismo que nos assalta quando saímos dos 20 anos e passamos para os 30. É uma luta inglória, e muitas vezes o meme do Murthaugh vai ser o tema do dia.

Combatendo o cinismo com fascínio e otimismo

Uma das partes mais interessante do processo de se tornar um cínico é que ele tem relação com a desilusão. Isso acontece quando não temos mais a mesma sensação daquilo que consumimos. Como filmes, séries e Hq's. Existem formas simples de combater isso, e eu o faço trocando de hobby com alguma frequência.

Eu gosto muito de ler, sou escritor por escolha e por paixão e tenho um grande apreço por conteúdo escrito. Agora, desde o final de 2014, eu venho me interessado em jogos de tabuleiro, inclusive desenvolvendo-os. Existe sempre a chance de que isto possa ser mais uma fase e que daqui a dois anos eu não tenha interesse. Já aconteceu antes, com música, com o futebol americano, sendo que os livros e os quadrinhos são os mais constantes e as séries e filmes os menos.


Acontece que fazia um bom tempo desde que eu não sentia algo como quando assisti Star Wars e Mad Max no cinema. Aquilo me renovou, com certeza! Eu me lembrei de quando era pequeno e vi Flubber no cinema, o quanto aquilo me fascinou e me fez pensar em ser cientista. O quanto O Rei Leão me marcou, o quanto Birdman e Her me fizeram pensar, assim como muitos antes deles, como o Décimo terceiro guerreiro e Matrix.

Resumindo, a ideia é que quando você ganha mais experiência, não é qualquer filme ou qualquer história mal amarrada que vai te fazer ficar na ponta da cadeira, então alguns perdem a esperança de serem novamente fascinados e arrebatados. Felizmente, existem tantas novas mídias, obras e chances de você ser arrebatado novamente que não vale a pena se fechar para isso.

O tamanho de uma saudade

Quando você chega na casa de Balzac, a saudade de uma série de coisas começa a apertar. Mais do que você gostaria de dizer em voz alta. O medo de ser responsável por seu sucesso ou fracasso, somar o que se quer ganhar com o que se quer fazer, todas estas situações são desconfortáveis, e a vontade de voltar para a zona de conforto da infância e adolescência é enorme, mas isso é impossível.

É preciso se tornar senhor de si mesmo.

O que não significa que você ganha o direito de ser preciosista com o que já foi e desdenhoso com as mídias atuais. Um dos principais alvo deste pensamento idiota é o Cartoon Network, que tinha uma safra de desenhos diferente da atual. Talvez porque eu fui criado na TV aberta mesmo (não tinha-se grana para isso), eu não vivi tanto essa fase, mas adoro os desenhos atuais, eles são diferentes e são, sinceramente, mais focados para adultos.

Ou seja, os mais novos estão “dividindo” o deles com a gente e mesmo assim tem sempre aquele chato para falar que A vaca e o Frango é melhor que hora de aventura.

Se você for ver, de verdade, não é.

Tenha seus momentos de saudade, mas viva o hoje! Converse com pessoas mais novas que você e entenda o que se passa na mente deles, você vai se sentir mais jovem e ainda tirará essa pencha de velho reclamão da sua vida!

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