Crítica | Star Wars: O despertar da Força [SEM SPOILERS]


Na resenha que eu fiz do livro Herdeiro do Império, falei que a Disney teria que se esforçar bastante para fazer uma continuação para a franquia que fosse melhor do que o livro. Será que eles conseguiram de verdade? Ou se eles tivessem adaptado o arco da trilogia de Thrawn o filme não teria ficado melhor do que já foi?

Vou separar a crítica em alguns tópicos que eu acho mais importantes e que não comprometam a história para quem ainda não assistiu, ou seja: SEM SPOILERS.


Primeira Ordem

Na trilogia original a grande ameaça que os nossos heróis tiveram que enfrentar foi o império. No episódio VII a grande ameaça é a Primeira Ordem, que foi criada com o que sobrou do Império. Essa nova ordem consegue ser mais ameaçadora que o império foi nos filmes anteriores e cumpre muito bem o papel que lhe foi dado, ou seja, ponto positivo.


Han Solo e Chewbacca

A dupla retornou em grande estilo e conseguiu manter a mesma essência dos filmes anteriores, com Han Solo roubando a cena. Solo desempenha a função que anteriormente foi De Obi-Wan Kenobi que é a de guiar os novos personagens e nos dar uma explicação básica sobre a força. Com relação ao Chewie, a única coisa estranha é o fato de após todos esses anos ele estar com uma aparência mais jovem.


Rey e Finn

É impossível assistir o Despertar da Força e não comparar a jornada de Rey com a de Luke Skywalker, o que ajuda bastante para os fãs antigos criarem uma identificação com a personagem. Daisy Ridley foi uma grande surpresa e teve uma atuação de destaque.

Finn também é um personagem muito bom e bem original na saga, afinal, é a primeira vez que vemos um ex-stormtrooper, e ele acaba servindo de alívio cômico em várias cenas. Podemos dizer que a Disney acertou na escolha dos atores para interpretar os novos protagonistas da franquia.



Poe Dameron

O primeiro personagem latino da franquia também não fez feio, apesar de não ter ganho o mesmo destaque de Rey e Finn, o que esperamos que mude um pouco nos próximos filmes. Podemos dizer que Poe é o novo Wedge (por ser considerado o melhor piloto da frota), porém com mais protagonismo e com um pouco mais de "malandragem".


Leia Organa

Leia acabou não tendo o mesmo protagonismo que Han Solo, mas continua demonstrando que é uma mulher forte e tem um grande espírito de liderança. Infelizmente ela não aprendeu a usar a força e começou o seu treinamento Jedi igual acontece no antigo universo expandido, mas depois de ver o filme e ler algumas entrevistas da equipe de direção, você passa a entender os motivos.


Kylo Ren

O principal antagonista do primeiro filme dessa nova trilogia também foi muito bem. Mas Ren ainda não demonstrou ser tão ameaçador como Darth Vader e ao longo do filme ele acaba mostrando-se inseguro quanto as suas motivações. A única coisa que me incomodou um pouco foi o fato de ele mostrar muito o rosto, mas não é nada que estrague muito.


Outras Considerações

As batalhas aéreas também foram um show a parte e ocorreram de uma forma diferente da qual estamos acostumados quando falamos de um filme da franquia, pois a maioria não ocorre no espaço, mas sim nos céus de alguns planetas. Isso acabou sendo maravilhoso, pois durante as batalhas conseguimos ver o mar, o horizonte e vários cenários maravilhosos.

Com relação a trilha sonora, ela continua muito boa, porém ainda não tivemos nenhum tema que marcou igual aos da primeira trilogia, nada que iremos lembrar da mesma maneira que acontece com  a marcha imperial, por exemplo.

Finalizando

A Disney realmente acertou no tom nesse novo filme de Star Wars, apesar dos poucos pontos negativos (alguns não pude citar para não dar spoilers) e conseguiu fazer um filme que vai agradar tanto os fãs antigos quanto os novos.  Seguindo o meu ponto de vista, eles conseguiram fazer uma obra que podemos comparar com o Herdeiro do Império em termos de qualidade, espero que o estúdio do Mickey consiga manter essa qualidade nos próximos filmes, porque após esses anos todos finalmente podemos dizer que a força realmente despertou.

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