RPG: O que ser um mestre de jogo mudou na minha vida - Parte 2


No outro texto eu comentei muito sobre o que o RPG é para mim, e na mistura de sentimentos acabei delongando e não sendo tão específico e claro nas vantagens competitivas que você ganha por jogar enquanto é jovem.

Desta vez, munido do meu bom senso e confiando no meu editor, eu vou tentar não divagar tanto... Embora seja um pouco difícil, porque o RPG me faz lembrar de tantas coisas e me moldou de uma forma tão intensa que, sinceramente, eu não sei exatamente que tipo de pessoa eu seria sem o jogo.

Em janeiro eu faço 30 anos... E 15 de RPG. Cheguei no momento exato da vida onde eu vivi metade da minha vida com o RPG e metade sem ele. Sinceramente, apesar das alegrias da minha infância, eu aprecio muito mais a segunda metade da minha vida.

Uma das habilidades conquistadas como mestre de RPG, que hoje em dia me dá orgulho de ter desenvolvido, é a criatividade. Bem, eu vivo da minha habilidade com palavras e da minha criatividade, então acho que qualquer coisa a dizer sobre isso se torna pleonasmo. Um detalhe que muita gente pensa errado é que o RPG vai te prender dentro de um mundo de livros específicos e você nunca mais vai ler um livro normal, mas quando você realmente se torna um mestre de RPG, ler livros de literatura, ver filmes e séries se tornam essências para você, pois você usa esses referências para criar uma história que seus jogadores apreciem.

Como vocês podem perceber, estas capacidades mostram-se profundamente interessantes quando um mercado para ideias originais e resoluções diferenciadas de problemas se torna cada vez mais disputado.


Outra coisa que vocês vão acabar desenvolvendo, ao se tornarem mestres de RPG é a responsabilidade com as pessoas ao seu redor. Sendo o mestre, o narrador, você ficará responsável e muitas vezes será visto como uma liderança, e sempre terá de ser a pessoa que mais entende  os livros. A não ser que seu grupo tenha experiência o suficiente para ser um grupo de mestres alternados (falaremos disso em outro texto).

O senso de desafio e de motivação das pessoas ao seu redor também será desenvolvido ao jogar RPG. A não ser quando jogamos em campanhas extremamente sérias, o mestre acabe mudando um pouco a história para atender e divertir de forma mais completa determinado jogador desanimado.

Sendo muito sincero, se eu tivesse a necessidade de recomendar para qualquer tipo de emprego, eu preferiria indicar um jogador da mesa de RPG do que um colega de equipe esportiva, que pode estar lutando entre si ou até fazendo bullying.

Na nossa próxima matéria falaremos mais sobre o desafio de ser o mundo onde as pessoas habitarão com seus sonhos.

Leia também a primeira parte.

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