Quer ser criativo? Leia os clássicos!


Uma das áreas de mercado em que o considerado nerd atua com mais frequência é a área criativa.  A quantidade de jornalistas, publicitários, designers e similares procedentes das fileiras nerds é enorme, fora os escritores e ilustradores em geral. Acontece que, infelizmente, essa geração vem consumindo sempre as mesmas coisas, de acordo com as “marés” de posts de blog e trend topics no twitter. Bem, se um blog precisa recomendar para vocês lerem, aqui vai a minha recomendação: Leiam os clássicos.

Existe um motivo simples para um livro ser chamado de clássico: ele foi além de seu tempo e se tornou uma obra imortal. Isso acontece quando algo é escrito, pintado ou composto de forma tão magistral que ganhou um lugar eterno na história.  Além disso, deveriam ser referência base para quem deseja criar qualquer coisa.

Acontece que, devido a nossa cultura atual de absorção rápida de informação, muito livros se tornaram ainda mais impossíveis de ler do que já eram antes, porque as pessoas tinham mais tempo e uma “cabeça mais vazia”.

Apesar dessa linguagem mais complicada e de estilisticamente estes textos serem pesados demais para os nossos padrões, eles se tornam profundamente importantes para quem cria, pois são referências que já produziram muitos produtos de sucesso.

Sandman, do Neil Gaiman, além de ser uma releitura de um super herói, é também uma quantidade de referências clássicas que faria o capitão América surtar. De literatura clássica às referências mais atuais, tudo costurado em uma colcha muito bem feita. Rick Riordan, então...

A questão é, os escritores de uma ou duas gerações anteriores, especialmente os que se destacavam, eram profundos conhecedores dos clássicos. Será que os da nossa geração são?


As histórias por meio de jogos

Assim como os livros e os filmes, os jogos digitais e até os analógicos também estão trabalhando com histórias, contando histórias e falando sobre elas.

Acontece que, se você jogou qualquer JRPG enorme, como final fantasy, mas nunca leu a Odisseia ou desconhece as Sagas Nórdicas, você conhece a folha, mas desconhece a raiz. Se você conhece Marjora’s Mask, mas desconhece as lendas africanas sobre máscaras e a importância que elas tinham nos seus ritos e lendas, também falando sobre os totens dos índios americanos e as tatuagens Maori, por exemplo, você está em apuros quando criar algo, pois sua história será rasa e superficial, sem a profundidade e o senso de realidade que faz com que as histórias tenham tanto poder.

Vou deixar dois últimos exemplos antes de terminar: Sabia que os super-heróis são tão marcantes porque foram baseados nos deuses antigos? E que H.P. Lovercraft permitiu que outros autores usassem suas obras para causar ainda mais terror, sendo usados como antagonistas do Conan até músicas do Mettalica?

Um comentário:

  1. Texto bom. Leve e rapido, mas confesso que queria algo mais profundo... a citação de Gaiman e seu Sandman, alem de uma bela demonstraçao do Riordan foram boas mas eu queria mais.... mais profundidade e mais exemplos.
    Abraços

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