Gotham: Por que fiquei com a sensação de rush?


Assim que a segunda temporada de Gotham começou, eu me senti tremendamente feliz, pois havia muita coisa para ver, e a série parecia ir para o buraco com cada vez mais rápido. Infelizmente, eu senti algo que não queria ter sentido.

A sensação de que eles “correram” com a história, para colocar pessoas dentro de situações que lembrassem a Gotham City onde o Batman já existe. Eu achei isso, sinceramente, uma decisão arbitrária, que pode, inclusive, destruir uma série que vinha em um ritmo tão interessante. Pode parecer uma teoria meio exagerada, mas vou explicar meus motivos.

Sobre histórias, plots e problemas com séries, uma das maiores dificuldades de um seriado é manter as pessoas realmente entretidas, interessadas e buscando ainda mais as informações.

Algumas séries fazem isso com uma precisão quase cirúrgica, mantendo a audiência cada vez mais animada. Eles fazem isso com uma história sólida e cheia de idas e vindas, personagens carismáticos e diversas questões interessantes.

Gotham tinha isso, criado de uma forma fantástica. Com personagens que não estavam presentes na mitologia original, mas que explicaram, de uma forma excelente, como uma cidade podia decair tão rápido.

A sensação que eu tive, porém, ao ver os dois episódios da segunda temporada, que geralmente são uma apresentação da trama a ser trabalhada, é que houve um apressamento de um processo que poderia ter sido mais gradual. Foram tantas reviravoltas em dois episódios que me dá a sensação de que existe um interesse dos produtores de aproximar a Gotham da série à da mitologia do Batman.


O problema inerente nisso é o lapso de tempo entre a Gotham “original” e a da série, que é uma prequel muito bem estruturada, mas que pode ruir quando tenta se aproximar da estrutura que tanto conhecemos e amamos.

O maior problema disso é a clássica “prerrogativa Marvel” fazer a série para quem já está dentro da história, com referências e outras questões que não serão captadas por pessoas que tenham se afastado das histórias em quadrinhos, ou nunca tenham se aproximado delas.

A aparição desse novo vilão infiltrado no governo e ao mesmo tempo dominando um grupo de criminosos fugidos do Arkham faz com que questionemos toda a situação que encontramos na mitologia principal, e pensemos se tudo pode ter sido arquitetado para virar um círculo vicioso, o que é perfeito para uma história que é contada desde o começo do século passado.

Gotham tinha tudo para ser uma excelente série, mas agora ela perdeu um pouco da minha simpatia. Espero, sinceramente, estar enganado.

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