Crítica | Club de Cuervos - Primeira Temporada


Club de Cuervos é a primeira aposta da Netflix em solo Mexicano, onde eles escolheram um tema que os latino-americanos conhecem muito bem, mas que é muito pouco explorado: o futebol.

O Futebol, apesar de ser o esporte mais popular do mundo, nunca teve muitas obras de qualidade nas telas (cinema e TV), como exceção podemos citar os filmes Gol (onde o personagem principal é um aspirante a jogador) 1 e 2 (não percam tempo com o 3... sério), Maldito Futebol Clube (que conta a história do treinador Brian Clough na época em que treinou o Leeds United) e Hooligans (mais voltado para as brigas de torcida organizada).


Agora a Netflix resolveu apostar em uma obra que tem o esporte como tema, mas diferente da proposta dos filmes citados, a série foca mais na parte de gerenciamento do clube, claro que também acaba explorando um pouco a vida dos jogadores e outras coisas do mundo futebolístico.

A série fala sobre a disputa de dois irmãos pela presidência do Cuervos da cidade de Nuevo Toledo (ambos fictícios), que disputa a divisão de topo do México. No passado o pai deles havia comprado o clube e levado eles à primeira divisão, inclusive fazendo com que disputassem algumas finais (a maioria contra o Pachuca) e por consequência fizeram com que a cidade crescesse um pouco e se tornasse mais conhecida. Após a morte de seu pai, Chava e Isabel herdam o clube e acabam se tornando rivais na luta pela presidência.

Club de Cuervos acaba tratando de vários assuntos polêmicos no mundo do futebol, muitas até sendo clichês, mas consegue trabalhar muito bem esses temas. Chava acaba sendo eleito presidente do clube, mesmo não tendo qualificação para isso, apenas pelo fato de ser homem, e podemos ver claramente como o machismo no futebol é muito forte no México. Isabel, que é bem mais qualificada que o irmão e já realizava um importante trabalho interno no clube, fica revoltada e resolve que fará o possível para tirar a presidência do irmão.

O seriado acaba mostrando várias coisas obscuras que acontecem no futebol, como técnico pedir dinheiro para promover a estréia de um jogador jovem, e quando esse não tem pedir para falar com a mãe com a intenção de trocar a escalação por sexo, o abuso que alguns jogadores fazem de festas com muitas drogas e mulheres (um deles inclusive acaba perdendo a esposa após um escândalo). Mas o que mais vemos nessa primeira temporada é como um dirigente ruim e uma péssima administração podem acabar com um clube de futebol.

A série acaba usando todos esses clichês em seu favor, abordando esses temas de uma forma muito interessante e por vezes bem divertida. Espero que a Netflix renove a série por mais algumas temporadas, pois potencial ela tem bastante, vale a pena. Somos todos Cuervos!


Nenhum comentário:

Postar um comentário