Jurassic World (ou como andar de salto na selva)


Nessa onda de remakes e sequências de filmes antigos que andam rolando em Hollywood, outro longa que pegou o bonde foi Jurassic World - sequência de Jurassic Park, clássico dos anos 90. Eu, particularmente, sempre tenho um pé atrás com essa mania dos produtores de reciclarem filmes e histórias antigas, ainda mais quando eu gosto muito do filme do qual ele é a continuação ou no qual ele é baseado. Como a maioria das crianças dos anos 90, eu sou super fã de Jurassic Park e até hoje tenho dinossauros decorando meu quarto.

Jurassic World tem como protagonistas o treinador de dinossauros, se é que podemos chamá-lo assim, Owen (Chris Pratt) e a gerente do parque, Claire (Bryce Dallas Howard), e os dois sobrinhos dela, Christopher (Nick Robinson) e Gray (Ty Simpkins). A história começa no mesmo clima dos outros "Jurassic" filmes, ou seja, cientistas usando DNA encontrado em insetos preservados no âmbar para trazer à vida seres extintos há milhões de anos - nesse caso, os dinossauros. Todos sabemos que eles, especialmente os carnívoros, não são lá animais muito amigáveis (além de serem gigantes), então a possibilidade de dar merda já é bem grande - como bem vimos nos filmes passados. Claro que, como já esperado, isso realmente acontece. Mas dessa vez não é com o Tiranossauro Rex, e sim com uma nova espécie híbrida, criada nos laboratórios da InGen com DNA de diversos animais, chamada Indominus Rex.


Esse novo dinossauro é equipado com diversas funções biológicas inovadoras, fruto dessa mistureba genética, para dar mais emoção à perseguição feita pelos funcionários do parque e a fuga das crianças e da Claire - um grupo tentando capturar o novo e agressivo dinossauro e outro grupo tentando fugir das garras e dentes dele. Ou seja, o roteiro não é muito inovador, apesar das mudanças repentinas que ocorrem durante as cenas por conta dos novos "poderes" do Indominus, mas as cenas de luta entre os dinossauros e os momentos em que eles comem as pessoas são bem divertidos - ainda mais se visto em 3D.

Por isso, acredito que só vale a pena se você for assistir principalmente pelos dinossauros, e não se importar tanto com a história em si... Há varias cenas e situações que acredito serem falhas, como o fato de Claire correr o filme INTEIRO - na lama, no meio da selva, na pedra, na areia... além de dirigir e cuidar de dois adolescentes - de salto alto agulha (aquele bem fininho); enquanto eu não consigo nem ir na padaria aqui da esquina de plataforma. Além disso, outra coisa que me incomodou foi o personagem interpretado pelo ator Vincent D'Onofrio, que aparece várias vezes do nada no meio das cenas e fica falando em levar os dinossauros para a... guerra?! Eu senti que ele ficou meio deslocado na história inteira, e não tinha nem o porque colocar ele ali falando de usar dinossauros ao invés de armas (por mais legal que isso possa parecer) e a história poderia teria feito sentido mesmo sem a presença dele.


Para os próximos anos, Chris Pratt já confirmou  participação dele em mais duas sequências para Jurassic World. Assim, teremos que esperar para ver se o roteiro irá melhorar um pouco e se alguns personagens mais complexos surgirão já que *SPOILER* no fim do filme sobram muitos dinossauros ainda na ilha que, acredito eu, não poderiam ficar vivos lá passeando sem monitoramento e supervisão de adultos (não tão) responsáveis.

Resumindo, a moral da história é: passaram-se 20 anos e os seres humanos ainda não entenderam que não podem clonar animais gigantes e perigosos que foram extintos há milhões de anos atrás e colocar num parque porque sempre dá errado. Pelo menos podemos aprender esta lição depois de tantos filmes sobre dinossauros.

Um comentário:

  1. Jurassic World foi fraco. Apresentou efeito visual muito bom,a cena final foi foda.mas só.

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