5 motivos para assistir The 100


Pegue a sobrevivência, com seus dramas e problemas de The Walking Dead, misture a uma pitada de questões sociais, morais e políticas de Jogos Vorazes e acrescente um bando de adolescentes tendo de lidar com tudo isso de... bem de vários títulos.

Dessa salada de referências foi feita uma série, e ela se chama The 100.

Acabei de terminar a primeira temporada da mesma e percebi que ela tem muito mais a oferecer que muitas outras histórias da mesma linha, por motivos que vou explicar mais adiante, de uma forma simples e direta.


1 - Personagens mais realistas

Muitas vezes, quando personagens se tornam desinteressantes dentro de uma série, é simplesmente porque ele perdeu a credibilidade como personagem. Isto pode estar ligado ao desenvolvimento do roteiro ao redor dele, a uma interpretação inadequada, entre uma série de dificuldades. Não adianta, hora ou outra, personagens acabam perdendo a credibilidade (Daryl Dixon em The Walking Dead é um bom exemplo, assim como alguns momentos de Brienne de Tarth em Game of Thrones ou Harrison Wells em flash).

The 100 nos brinda com personagens bem construídos e interpretados, que cativam por seus defeitos e pela grande falta de maniqueísmo: a mesa vira duas ou três vezes durante a primeira temporada e, com apenas um episódio da segunda assistido, percebo que só vai melhorar.


2 - Uma nova visão sobre o Apocalipse

Muitas pessoas insistem em afirmar que somos a espécie que vai dizimar a vida na Terra. Odeio contar a vocês, inocentes crianças, que a vida na Terra se manterá muito bem sem nós. Se vocês realmente acreditam que nossas marcas são tão perenes no mundo, verifiquem cidades fantasmas depois de cinquenta ou sessenta anos. A natureza retoma o que é dela, e sobrevive.

Mesmo nós podemos mudar e sobreviver se nos mantivermos dentro ambiente certo, permitindo que a genética nos melhore. A evolução natural se tornará ainda mais poderosa com as novas tecnologias, embora a premissa do mundo acabando em uma guerra militar seja um tanto oitentista.


3 - O romance feito de forma mais realista

A falta do romantismo tolo, substituído pelo misto de admiração e atração física faz com que os casais dentro da série sejam mais voláteis, mas as relações mais verdadeiras. Isto é de extrema importância para a criação de uma história crível e, acima de tudo isso, nos salvar dos clichês que os roteiristas escrevem para as personagens quando estão com preguiça de fazer algo realmente interessante (ou quando um “marketeiro” se mete no roteiro).


4 - Um mundo estimulante e cheio de possibilidades

Unindo formas criativas de acrescentar e retirar personagens do foco da cena, é possível criar, com leveza e facilidade, uma forma de história onde as pessoas podem ser mortas sem que um episódio inteiro seja gasto em homenagem a ela, criando o que chamamos de protagonismo momentâneo. Existem sim, protagonistas bem claros, mas não existe uma diferença brutal demais na descrição de história deles, que chegue a demonstrar favoritismo específico. É como se as pessoas assumissem o protagonismo pelo que fizeram, e não por uma decisão arbitrária dos roteiristas ou do produtor.


5 - Uma história cheia de incertezas

Isto pode ser muito bom ou muito ruim, mas esta é uma adaptação de um livro menos famoso, e a história está tão fluída que eu acredito que seja similar a adaptação de "como treinar o seu dragão", onde os elementos inclusos e retirados só melhoraram a história. Se não for o caso, sinceramente, o autor será um novo grande nome da ficção científica, na minha opinião.

Se a série se mantiver coesa e consistente nesta segunda temporada, torna-se ainda mais interessante a recomendação.

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