Pocket books: Sonhos que cabem em todos os lugares


Se você é como eu e não agüenta ficar muito tempo sem ler um bom livro, sabe que certos volumes ficam complicados de levar por aí (sinceramente, quantas pessoas você não viu por aí fazendo malabarismo com aquela versão grande do Game of thrones? Diga!).

Ainda que certos livros são mais caros simplesmente por serem de um papel especial, com capa dura e várias coisas que fazem dele um belo artigo de decoração, mas não altera o que tem dentro dele. Bom, eu prefiro ter três livros de bolso a uma destas edições de luxo.

Os livros de bolso e a noção do que é um livro.

Nascidos na Alemanha, e depois levados à Europa e aos EUA, os livros de bolso são uma forma de baratear o processo, ao criar versões menores e de lombada colada de livros, muitas vezes feitos de clássicos e livros de menor procura.


Sinceramente, prefiro comprar livros assim, pela questão econômica e por não me importar com versões lindas. Prefiro saber que o texto está bem traduzido e revisado do que uma bela capa e um tamanho absurdamente grande de alguns.

É algo triste em nosso país, e talvez nem todos saibam, mas os livros por aqui são assim porque eram, e ainda são, em parte, artigo de ostentação.

Pode parecer brincadeira, mas mais de uma vez se ouvia falar de pessoas que compravam livros em sebos por metro, para colocar nas estantes de seus escritórios pomposos e parecerem intelectuais para os amigos e clientes.

Sim, aquela imagem do “especialista” que aparece no jornal falando coisas que você deveria acreditar, pode ter certeza que o cara não leu nem metade daqueles livros. Lamentável.

Muitos se esquecem que, na história do nosso país, a cultura sempre foi um privilégio, e não um direito, então estamos acostumados a enxergar livros, teatro, museus e muitas outras atividades culturais como luxo. Não são, são necessidade, um direito.


A revolução digital. O que isso tem a ver com pocket books?

Simples, ela abriu uma concorrência.

Lembra as pessoas que gostavam de edições de luxo e pagavam bem caro por elas, para a alegria das editoras? Elas têm um kindle hoje em dia.

Aqueles caras que comiam em um lugar mais barato a semana toda para conseguir comprar o livro no fim de semana? Estão pirateando livros pela internet e a informação está circulando, de uma forma ou de outra.

Além do mais, hoje em dia, se você tem algo a dizer ou uma história para contar, pode fazê-lo. Mesmo que você não seja exatamente bom, se até eu coloco meus textos no wattpad, cara, qualquer um pode.

Muitas editoras grandes, que enxergavam o negócio de uma forma (ao meu ver) errada, caíram e morreram. As empresas que vivem de livros hoje em dia são muito mais espertas e diminuíram seus valores, e cada vez mais estão se aproximando de tamanhos mais eficientes para pessoas que tem cada vez menos tempo de leitura.

Outro detalhe, da mesma forma que nos sebos, você arrisca menos para conhecer autores novos com livros de bolso.


Nesse caso, temos o prazer de contar com a L&PM como uma das nossas parceiras. Desde sempre compro os pockets deles, conheci Bukowski e Herman Heiss, Sun Tsu e, claro, a diva Agatha Christie (não, não é puxação de saco de parceiro não, é porque eles são fantásticos mesmo).

Nenhum comentário:

Postar um comentário