Kung Fury - Uma homenagem ao Thrash Oitentista


Aviso: Matéria contém alguns spoilers.

Sou uma das pessoas que cresceu assistindo a filmes thrash dos anos 80 (afinal, no começo dos anos 90 passavam muitos deles na TV). Víamos zumbis toscos, filmes policiais onde o mocinho tinha sempre um estilo bad-boy (ou bad cop), filmes de terror com mortes bizarrésimas... E no fundo nós gostávamos dessas tosquices todas. O tempo passou e o cinema foi desvalorizando esse tipo de produção descompromissada e mais voltada para a diversão do telespectador, claro que as vezes podemos notar uma ou outra produção mais thrash tipo crepúsculo.

E foi com a intenção de criar uma homenagem para esses filmes thrash oitentistas que o aspirante a diretor David Sandberg resolveu recorrer ao financiamento coletivo e juntou uma porrada de dinheiro boa grana para nos trazer o curta King Fury.

O filme conta a história de King Fury, um policial de Miami, que ao presenciar seu parceiro (que era como um pai pra ele) ser cortado ao meio por um ninja, foi atingido por um raio e picado por uma cobra (whaaaat???) e adquiriu os poderes do Kung Fu. 

Toca aí, parceiro!

Após Kung Fury salvar a cidade de uma máquina Arcade descontrolada (acreditem, o nonsense está só começando), ele recebe uma daquelas broncas clichês, presentes em 90% dos filmes policiais dos anos 80, em que seu chefe critica os seus métodos e diz que ele irá trabalhar com um parceiro, e que seu novo parceiro será o policial Triceracop (eu disse que estava só começando). Ainda abalado com a morte de seu antigo parceiro, Fury se recusa a trabalhar com mais alguém e pede demissão.

Mas quando a delegacia é atacada por um Hitler (que chama a si mesmo de Kung Führer) que viajou no tempo para matá-lo e roubar o seu posto de Kung Fury, ele volta a ativa e resolve voltar no tempo para matar o Führer, antes que este viaje no tempo para matá-lo (WTF???).

Todos saúdem o Kung Führer!

Ele resolve pedir ajuda para Hackerman, o melhor hacker do mundo, e este acaba hackeando o tempo. Mas algo dá errado e Kung Fury é mandado de volta à Era Viking, onde ele enfrenta dinossauros que atiram lasers e conhece duas bárbaras gostosas, Katana e Barbarianna.

Depois disso ainda vemos Fury receber a ajuda de um Thor bombado (e elogiar seu peitoral) e o desenrolar da história, eu não irei lhes contar para não estragar a surpresa (que nem chega a ser tanta surpresa assim devido ao enorme número de clichês).

Hackerman e seu visual estilo nerd dos anos 80.
Você deve estar pensando que o filme é bem tosco enquanto lê essa matéria, saiba que está completamente certo. Mas Kung Fury é um filme que foi feito para ser tosco, justamente para homenagear os filmes dos anos 80 que também eram toscos e eles acabaram acertando na dose de tosquice (sim, esse enorme uso da palavra "tosco" e seus derivados foi proposital), e fazendo isso de uma forma genial, usando piadas com os clichês da época (acreditem, nem todos que tentam conseguem) e com as várias referências aos filmes da época, e o mais impressionante: Sandberg conseguiu fazer tudo isso em uma produção de 30 minutos.

Kung Fury conseguiu parodiar os filmes dos anos 80 de forma genial, tanto que até o término dessa matéria ele estava com uma nota de 8.4 no IMDB, e para os que não sabem, essa é uma nota considerada alto no site. Para os que buscam uma diversão descompromissada, assistir esse filme é quase uma obrigação, agora se vocês me dão licença, irei treinar meus golpes de Kung Fu...

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