Demolidor - A Marvel sem medo


Finalmente chegou o dia que muitos nerds estavam esperando! A estréia da primeira série da parceria Netflix/Marvel, Demolidor! Bem, pelo menos por mim (haha). Eu estava contando os dias para o lançamento e finalmente tive muitas de minhas dúvidas respondidas, ótimas horas de diversão e principalmente, muitas questões prontas para serem feitas.

Alguns anos atrás a Marvel anunciou que estaria fazendo séries mais focadas no público adulto saindo pela Netflix, algo parecido com a Marvel MAX, utilizando os personagens Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage e o Punho de Ferro, culminando em uma grande série sobre Os Defensores. Logo que saíram as notícias, tive algumas questões, as principais sendo: Qual seria a conexão destas séries com o universo Marvel, o quanto a Marvel estaria metida no projeto e quem seriam os diretores/produtores/atores.

Durante muito tempo não se tinha certeza da conexão destas séries com o Marvel Cinematic Universe, alguns especulavam algo mais sozinho, outros algo conjunto. A série se mantém independente do MCU, sem necessidade de muito conhecimento prévio, em um tom jamais visto antes nele, porém também tem muita interatividade com ele nos panos de fundo, mais até que imaginaria ter. Não somente como easter eggs maneiros, mas vários eventos ocorridos durante os filmes passados mudaram a vida de Hell's Kitchen profundamente.


Meu principal medo era que a Marvel simplesmente largasse na mão da Netflix, sem muita supervisão, fazendo algo só para aproveitar os personagens parados, sem muito coração. Fiquei grato de saber do envolvimento do "parsa" de Joss Whedon, Drew Goddard, conhecido pelo ótimo "O Segredo da Cabana", que com certeza ficou encarregado de manter a conexão entre os estúdios, fazendo desta uma produção realmente em dupla.

O casting da série também me agradou muito, os atores eram semelhantes a suas contrapartes dos quadrinhos (com exceção de um Ben Urich negro, que acabou sendo uma grata surpresa), eram qualificados para seus papéis e não teríamos nenhuma “estrelinha” querendo tempo a mais de tela. Minha maior dúvida era quanto Vincent D’Onofrio como Kingpin, que acabou sendo perfeito no papel.


Pois bem, agora sobre a série em si, imaginava que ela seria somente boa, porém estamos vendo o nascimento de um clássico. Vemos a Marvel calar a boca das suas maiores críticas, "A Marvel não faz filmes sérios", "A Marvel só faz filmes para vender brinquedos", "Não tem sangue ou morte na Marvel". Pois bem, vimos muito sangue, morte e assuntos totalmente diferentes dos abordados nos filmes, como corrupção, assassinato e visões de bem e mal sendo acinzentadas. Você realmente consegue sentir a agonia do povo morador deste pedacinho do Inferno no meio de NY, sentindo também a motivação de Matt Murdock, sempre impenetrável e até simpatizando com a visão de mundo de Wilson Fisk em alguns momentos.

São 13 episódios muito bons, que mantém a qualidade um após o outro. Mas não são feitos para assistir tão assiduamente como o fiz (haha). É uma história que merece ser apreciada, uns 2 a 3 episódios ao dia. Um ponto positivo muito bom é a ausência daqueles 2 episódios de história inicial chaníssimos que vemos em tudo sobre super heróis. Temos uma cena breve no início do primeiro capitulo e daí em diante é pancaria, sem perder tempo com mais explicações, que vão sendo feitas durante os episódios. Aliás, tenho que elogiar muito as coreografias das lutas, incrível o que foi feito. Já estou contando os dias para ver o Punho de Ferro em Kun Lun!


Sem se concentrar demais em um arco fechado nas HQs, criando sua própria história, Demolidor consegue não só introduzir todos os personagens de maneira efetiva, fazendo com que eles tenham realmente profundidade, não sejam somente aqueles arquétipos chatos e repetitivos, como também fornece uma baita história para os fãs do quadrinho, deixando inclusive muitas pontas abertas interessantíssimas.

Em uma escala de 1 a 5 chifrinhos, darei 5 chifrinhos sem dúvida alguma. Nunca mais vamos lembrar de Ben Affleck ou Colin Farrell, a não ser que seja para comparar os dois e ver como o mercado dos Supers vem evoluindo a largos passos, deixando todo medo que se tinha de investir em histórias adultas e apresentando algo que é interessante não pelo ícone e sim pela qualidade e profundidade.

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