O Inescrito: quando a literatura toma vida


Existem selos que podem passar despercebidos ao grande públicos e títulos que acabam sendo deixados de lado por não serem tão badalados como as clássicas histórias em quadrinhos de super Heróis.

O conselho de hoje é: deixe esse bando de super heróis com a cueca por cima das calças de lado por um momento e leia o Inescrito. Por quê?  Vou dar algumas razões para isto.

O Inescrito é uma história que pode ser enquadrada como ficção literária, pois a aventura começa quando certos elementos de um livro tomam vida. Misturando referências claras como Harry Potter, Alice no País das maravilhas e coração de tinta, esta HQ mostra o poder das histórias em nossa sociedade com muito mais veemência que vários livros que teorizam a respeito.

Eu costumo usar esta comparação para explicar o Inescrito para meus amigos: “Imagine que Maurício de Sousa tivesse escrito algo muito parecido com Harry Potter e então desaparecesse, e a Mônica vivesse dos Royalties do que o pai escreveu, fazendo diversas palestras a respeito destes livros. Agora, imagine que a existência de Mônica fosse contestada, como se ela fosse uma fraude e, de brinde, o vilão dos livros, muito parecido com Lord Voldemort, começasse a persegui-la.”

Se esta narrativa de segunda categoria despertou sua curiosidade, pode comprar o primeiro volume da série sem medo, pois a história e mil vezes melhor do que isto.

Capas de O Inescrito

O Valor das histórias no mundo dos quadrinhos

O Selo Vertigo, trazido ao Brasil de forma eficiente, mas meio atrasada pela Panini, traz uma série de histórias deste tipo, onde a ficção e realidade se chocam e se misturam de forma explosiva. Além de o Inescrito, destaco também Fábulas e Joe o Bárbaro, que foi lançada e concluída nos volumes mensais da Vertigo, que infelizmente saíram de circulação.

O que estas três histórias têm em comum? De uma forma ou de outra, todas elas tratam do poder das histórias em nossa mente, embora neste aspecto, O Inescrito seja muito mais pedagógico a este respeito.

O que torna O Inescrito algo inestimável para todos aqueles que aceitam o desafio de alinhar letras para criar histórias é que, por meio de uma metáfora poderosa e apaixonante, ele demonstra a responsabilidade e a maravilha de uma narração bem feita, em muitos momentos apoiando-se em teorias do psicanalista Carl G. Jung.

Lembrando que os autores, Mark Carrey e Peter Gross, são também responsáveis pela excelente série de quadrinhos Lúcifer, um dos vários spin offs do clássico de Neil Gaiman, Sandman.

Caso você queria saber mais a respeito da série, entre hot site da Panini e conheça mais desta excelente história!

Nenhum comentário:

Postar um comentário